Segunda-feira, Setembro 29, 2008

O velociraptor, o Leão e o beliche

I could survive for 1 minute, 19 seconds chained to a bunk bed with a velociraptor

Rá! Só consegui isso porque quando ele arrancou meu braço eu usei o outro pra tentar enforcar ele com a corrente!

Tomem isso, 25 crianças de 5 anos!

Quarta-feira, Setembro 24, 2008

The Shadow of the Colossus


Não deixo de me impressionar com as pequenas coincidências da vida.

To jogando Shadow of the Colossus, denovo.

É um bom jogo.

Metafora pra vida.

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

A vida que se vai

"Caio se levantou sobressaltado da cama assim que o faixo de luz que escapava pela fresta da janela atingiu seus olhos fechados. Ele olhou em volta, aflito e assustado, e encontrou seu quarto sem qualquer sinal de mudança. Sem pensar uma segunda vez ele saltou para o chão e foi até a sala. Ligou o computador e em seguida a tv, enquanto esperava o sistema operacional iniciar para que ele pudesse acessar a internet.

Descobriu que era dia 16 de agosto, quando o apresentador do jornal matinal deu bom dia aos espectadores. Dez dias, ele calculou, dez dias fora, desta vez. Nas manchetes anunciadas pelo apresentador nenhuma pista de que o mundo havia sentido sua falta, como seria de se esperar. Com um estalo mental, Caio tirou a roupa. Uma nova cicatriz no peito, como uma pequena cova. Talvez um tiro. Uma luxação feia na coxa direita, perto do joelho. Marca de uma queda, talvez um golpe de porrete. Ou um envenenamento. Ele lembrava de ter lido que os venenos de algumas aranhas não podiam matar homens crescidos, mas eram fortes pra botá-los pra dormir por dias, e deixavam a região da picada com um aspecto péssimo. Já nú, ele voltou ao quarto, acendeu a luz, e examinou pelo espelho as costas. Um lugar logo atrás do ombro direito estava ralado. Como diabos ele tinha uma marca de tiro no peito completamente curada e ao mesmo tempo um simples ralado de nada ainda lhe ardia? Ele se aproximou mais do espelho, para examinar os olhos. Normais, a não ser pela aparência assustada que eles emprestavam ao rosto.

Caio quase saltou quando ouviu a música que indicava o computador pronto para o uso. O alto-falante estava quase no máximo, ele descobriu. Não era coisa dele, que tinha o cuidado de evitar chamar a atenção dos vizinhos. Ainda pensando nisso, a única pista de que alguém fora ele mexera ali, ele acessou seus e-mails. Na caixa de entrada algumas mensagens novas davam conta de que seus compromissos nos dias que passaram foram honrados, e na pasta de e-mails enviados ele leu coisas que não se lembrava de ter escrito, mas ainda assim lhe eram tão familiares que nem mesmo ele podia dizer que não foram feitas por ele.

A vida continuava a mesma. Seguia sem perturbações. Apenas ele percebia que algo de muito errado acontecia. E a paciência dele estava para acabar."

..:: Trecho de "O Filho da Guerra"; por Bruno Rocha Leão. Todos os direitos reservados::..

Terça-feira, Setembro 16, 2008

Hino ao Otimismo

Que eu tenha todo o entendimento para praticar o amor.
Que eu seja doce mesmo quando tudo conspire para me despertar o ódio.
Que eu seja sereno e veja sempre o melhor desse mundo.
Que eu seja paciente ao ritmo do universo e compreensivo aos seus caprichos.
Que eu saiba quem sou e nunca me afaste da minha missão.
Que eu esteja em paz para não negar o meu sorriso.
Que eu tenha o entusiasmo apaixonado dos raros.
Que meus atos me tornem especial e único.
Que meu ofício me torne necessário.
Que minha alegria seja iluminada.
Que meus sonhos encontrem sempre seguidores.
Que meu corpo seja um santuário para a vida que me habita.
Que eu tenha disposição e profundidade para o amor.
Que a preguiça não me corrompa.
Que a minha transparência seja entendida sem rancor, raiva, inveja ou desconfiança.
Que as dores que me causam sejam justificadas com a luz que me proporcionam.
Que Deus me ilumine e que minha vida, a cada dia, valha a pena.

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Sim, é velho e clichê. Mas escutei logo que acordei no programa da Ana Maria Braga (sim, assisto aquilo quando acordo) e gostei muito.

Eu realmemte queria que minha transparencia fosse compreendida, que minha dores fossem justificadas e que a preguiça não me corrompa.


Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Meme

Tempo atrás, quando eu era figura atuante nos fotologs, rolava forte a moda das maldições. Hoje em dia isso é conhecido como meme nos blogs, mas o principio continua o mesmo: nego inventa um tema pra post, impõe meia duzia de regras/perguntas ou coisas to tipo, e manda pra frente. Era um modo interessante e despretencioso de demonstrar que bela rede de relacionamentos tinhamos.

Certa vez recebi uma destas maldições que consistia em responder umas perguntas com títulos de musicas de alguma banda. Gostei dela, e como queria postar aqui e to sem inspiração/tempo pra inventar algo novo, vou descaradamente usar o ctrl+c, ctrl+v:

- Você é homem ou mulher?
Drowning Man

- Descreva-se:
Stranger In A Strange Land

- O que as pessoas acham de você?
Desafetos: So Cruel
Amigos: The Wanderer

- Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
I Fall Down

- Onde queria estar agora?
Tomorrow

- O que pensa a respeito do amor?
Two Hearts Beat As One

- Como é sua vida?
A Sort of Homecoming (ou Where the Streets Have No Name)

- O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
One Step Closer

- Escreva uma frase sábia:
Sometimes You Can't Make It On Your Own

- Agora se despeça:
Wake Up Dead Man

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Sabe que procurar este post no flog me fez querer voltar a postar lá também? O ruim é que sou como uma cidade pequena demais para os dois, blog e flog, e não dou conta de sustentar ambos. Mas mesmo assim. Vai ser bom...

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Snaaaaaaaake!

Avancei ontem um importante degrau na minha jornada pra me tornar o Solid Snake.

As semelhanças sempre estiveram aí: Sou um clone quase perfeito do meu pai, tenho irmãos malucos com sonhos de grandeza, resmungo com mais frequência do que falo e, pra minha eterna surpresa, me mostro cada dia mais vulnerável à manipulações. E então nas ultimas semanas a coisa degringolou de vez: passei a agarrar lutas bem maiores do que eu, como a Que Os Deuses Me Façam Terrível Esta Noite, minha monografia. Descobri tramas sombrias e ancestrais envolvendo minha família, com novas figuras surgindo e revelando parcialmente verdades antes secretas acerca minha linhagem. E, finalmente e encerrando de forma triunfal, comecei aos poucos mas de forma persistente, a ter acessos de raiva gritando nomes de coisas em inglês. É o auge da minha excentricidade.

Os proximos passos, e já estou treinando pra eles, é entrar em forma pra ficar bem de colante, voltar a fumar com frequência selvagem e desenvolver o desprendimento social pra usar uma bandana preta todo o tempo.

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

O Doente

Meu nome é Bruno Rocha Leão. Tenho 24 anos. E há pelo menos 18 sou viciado.

Não sei viver feliz. É simples assim. Posso estar na mais plena felicidade com as minhas coisinhas todas ajeitadas ou se ajeitando, mas aí procuro sarna pra me coçar. Sou viciado em problemas. Chego ao cumulo, e isto é uma coisa que me mata de vergonha, de roubar o problema alheio. Se um cidadão passa do meu lado exibindo uma bela preocupação, posso não resistir e adotar aquilo pra mim. Roubo na maior, assumo como se fosse meu, e ai de quem ousar dizer que não tenho nada a ver com aquilo. Porque tenho. E assim que ponho isso na cabeça não existe mais chance de paz.

E é isso. Pronto, falei.

Queri dizer que agora estou mais leve e tranquilo, mas se me sentir assim sei que arranjo mais outro pepino pra me atormentar.

Só pra constar...

Ontem meu dia podia ter sido amassado e jogado no lixo, com a pequena excessão de uns trinta ou quarenta minutos, que eu juro que não ia reclamar nem um pouco. Fui dormir achando que só dei tiro no pé o dia todo.

Aí hoje acordei e a primeira coisa que fiz foi tentar arrumar um dos desastres que fiz ontem, e assim, como quem olha em volta, já arrumei tudo e voltei a ter fé na humanidade.

Descobri então que sou um homem muito voluvel.

Terça-feira, Setembro 02, 2008

hgdigyuv

- Voltei a escrever em cirth. Tava destreinado, demorei horrores pra pegar o ritmo de novo e como tinha muita coisa pra botar no papel acabei gastando horas naquilo. Mas ao menos a caligrafia melhorou.

- Minha família tem todo ano, no terceiro sábado de setembro, uma festa que se chama "Celebrando a VIDA!!!". Meeedo das propriedades premonitórias da minha linhagem...

- Minha monografia, a "Que Os Deuses Me Façam Terrível Esta Noite", teve o pré-projeto entregue. Agora é aguardar uma semana pra me xingarem pelo tema. Já estou ensaiando o discurso de inicio dos trabalhos de persuasão.

- Estou adicionando algumas palavras à minha lista de vocábulos prediletos. Estão alí apenas palavras que gosto de dizer, independente de significado e contexto, como Evil, Device, Aparato, Broooooother e Har!. Entram agora Mandatory, Ammunation e Porrada.

- No quesito expressões que uso sem descanso pra os outros entram "Ahhhhhh coraçããããããoooo!", uma enorme variedade de "Yaaaarrrrrrh" (diferentes do meu tradicional "Har!" pirata, o "Yarh" é essencialmente viking, o que denota um quê de alcoolico na performance), e o "Vamboravamoemborapeloamordedeeeeeuuuusssss..."

- Esta notícia sobre as vantagens que subir escadas tras pra saúde me assustou. Sempre soube que ia morrer velho, embora não tivesse muita certeza de como, já que dadas as tendências de espectativa de vida decrescente da minha linhagem estavam chutando um máximo de 41 anos de vida pra mim. Mas depois de ler a notícia não só descobri como tava fazendo pra prolongar minha vida, como também devo já estar com um crédito de pelo menos 50 anos. No minimo. Eu digo, sou imortal até que provem o contrário, e não tiveram sucesso ainda...

- Pisei num maldito cocô de gato na fazenda do Bruno esse final de semana que tá quase corroendo meu tênis. Ele tá há dois dias sob cuidados e o cheiro simplesmente não sai. Se estivesse descalço era só cortar os pés fora e botar fogo, mas nãããããoooo, tinha que ser no maldito tênis que me custou os olhos da cara... Pra piorar descobri que minha irmã tem um tênis do exato mesmo modelo que o meu, só que uns dez ou onze numeros menores... ¬¬

- Se Damon Dimes era a epítome do estilo, Baxter Goonparkour é certamente o suplente dele. Ando assombrado pelas coisas que ando criando ultimamente. Espera só eu começar a trabalhar no Jack...

- E sábado tem I/O Internas. Quer ir? Bolina eu! HA-HÁ!

Segunda-feira, Setembro 01, 2008

A Vida!!!!

Minha mãe é foda. Não é o tipo que acerta quando tenho que levar blusa pra não passar frio, ou das que te surpreendem com exatamente o que você tava com vontade de comer. Mas em compensação nas previsões de longo (longuíssimo) prazo, ela não erra uma.

Pois é. A Vida é assim. Vivendo e aprendendo.